Tarifaço dos EUA ameaça exportação de gemas e setor de joias em Minas Gerais

A economia de Minas Gerais, incluindo polos produtores e comerciais do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, enfrenta um cenário de incerteza após a entrada em vigor de novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos. A sobretaxa acumulada pode chegar a 37,5% para pedras lapidadas, como esmeraldas e águas-marinhas, o que encarece o produto brasileiro no mercado americano. A medida impacta diretamente a competitividade mineira, visto que o estado é responsável por mais de 80% das exportações nacionais de joias e gemas.
Representantes do setor, como o Sindicato das Indústrias de Joalherias, Pratarias e Bijuterias de Minas Gerais, alertam que o aumento de custos pode desestimular novos investimentos e resultar em cortes de pessoal nas empresas do setor. O mercado americano é historicamente o principal parceiro comercial das gemas mineiras, e a barreira tarifária força uma revisão estratégica para os exportadores que dependem desse fluxo financeiro internacional.
Para mitigar os danos, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) orienta que as empresas busquem a diversificação de mercados compradores, reduzindo a dependência econômica dos Estados Unidos. Cidades com forte histórico de mineração e lapidação em Minas monitoram a situação, aguardando possíveis desdobramentos diplomáticos ou comerciais que possam reduzir os impactos no faturamento global do setor. Com informações de G1 Minas Gerais.

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